Qualidade do milho surpreende

Apesar da chuva Clima baixou produtividade, mas boa semente reduz perdas para os produtos, segundo avaliação da Conab a colheita do milho neste ano está surpreendendo produtores e entidades envolvidas no setor de Mato Grosso do Sul.
A surpresa ocorre tanto pelos prejuízos causados pelo clima quanto depois da retirada da semente, que são de elevada qualidade.
Apesar da perda na produtividade por causa da seca e da geada, os resultados na hora de classificar os grãos de milho nas cooperativas estão animadores.
Grande parte da safrinha foi colhida dentro do prazo, mas em alguns casos ainda continua por conta do atraso no plantio causado pela colheita tardia da soja.
A qualidade está sendo comprovada na armazenagem das cooperativas.
A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima que no Estado houve uma queda de 22% na produtividade, contudo, conforme uma cooperativa do município de Dourados município distante 228 quilômetros ao sul de Campo Grande , apenas 2% dos grãos que chegaram até agora estão com a qualidade abaixo da esperada.
Gerente da Conab diz que, mesmo com as geadas, o milho resistiu O gerente da companhia, Antonio Nishimura, relata que 20 mil toneladas de milho vão chegar à cooperativa até o fim da colheita, deste total 75% já está nos silos.
Mesmo com as geadas, tivemos uma qualidade muito boa no milho, analisou.
Ainda segundo informações da Conab, no Estado foram plantados quase 946 mil hectares.
A produção estimada de 2,9 milhões de toneladas é 12,7% menor se comparada ao ano passado.
A Fundação MS, ligada a Seprotur (Secretaria de Produção), que acompanha resultados de pesquisas de qualidade do milho, diz que para cobrir os custos de produção o agricultor precisa colher 50 sacas por hectare.
Máquinas estão colhendo em Dourados grão semeado mais tarde.
Na propriedade de Allan Christian Kruger, em Dourados, as máquinas passaram para colher o milho semeado mais tarde.
Dos 450 hectares plantados na safrinha, o produtor estima que 30% foram atingidos pela geada.
Na área, a produtividade esperada é de 30 sacas por hectare, mas o produtor não fala em prejuízos porque na maior parte da plantação a qualidade prosperou e o rendimento médio deve ser de 70 sacas por hectare.
Apesar da grande adversidade, que pensávamos que seria uma grande perda, com certeza, a semente rendeu em qualidade que produziu pelas que foram atingidas pela chuva e gelo.
Vou conseguir ter uma boa renda para pagar todos os custos da produção, afirmou Kruger.
A avaliação é positiva, mesmo considerando que a geada veio fora da época no Estado.

